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“RÉ” OK, porém demora para aplicar “D” quando fria.

Este sintoma é muito comum em transmissões FORD com tração

traseira que tem já alguns anos (8 ou mais) ou
quilometragem acima de 100.000 km, porém pode acontecer com
transmissões de qualquer fabricante. O sintoma é causado
pelo calor viajando do conversor de torque através do eixo
de entrada ao tambor da embreagem de marchas à frente. Os
anéis o-rings, particularmente o anel interno, que veda o
pistão de marchas à frente endurece com o tempo e a
quilometragem. Ele perde a capacidade de vedar
corretamente, e assim que a pressão é aplicada ao tambor, o
pistão não se move para aplicar a embreagem.
A demora no engate se inicia com alguns segundos e progride
para alguns minutos. Se o anel o-ring interno se partir,
haverá um súbito aumento na demora. Após a transmissão
alcançar a temperatura de trabalho, ele trabalhará
corretamente até se parar a transmissão por determinado
período dando tempo para que ela esfrie. Transmissões com
tração dianteira raramente apresentam este defeito.
Se a demora no engate se tornar demasiada, o remédio é
reformar a transmissão. Não recomendamos utilizar aditivos
que amaciam os vedadores. Isto poderá ajudar em curto
prazo, porém causará problemas maiores a longo prazo. Uma
transmissão que apresentar este tipo de sintoma e que
possui acúmulo de quilômetros e de tempo, certamente
apresentará desgaste em outras áreas também.

Posso dirigir sempre com a alavanca em “D” ou devo movimentá-la?

Quando os primeiros veículos equipados com sobremarcha
foram lançados, orientou-se os motoristas a evitar dirigir
com a alavanca em “D” na cidade, mas utilizar mais esta
posição na estrada, por exemplo. Esta recomendação caiu em
desuso com o tempo pois não se conseguiu estabelecer uma
relação entre as falhas da transmissão e sua utilização em
estrada ou cidade. Assim sendo, pode-se utiliza a posição
“D” sempre, contudo você poderá querer selecionar
manualmente as marchas quando dirigir na estrada em uma
subida ou descida por exemplo, para evitar trocas
desnecessárias de marcha o tempo todo, ou quando utilizar o
controlador de velocidade de cruzeiro por exemplo.

Trocar o Óleo do Câmbio com Defeito.

Não faça isto! A troca do filtro e do fluido é
um procedimento de manutenção periódico que raramente
elimina um problema já instalado. O que conseguimos com
isto é eliminar pistas importantes que ajudariam na
avaliação do problema.
Qualquer material presente no cárter será perdido bem como
a condição real do fluido. Os resíduos do cárter fornecem
importante informação sobre o tipo do problema interno que
possa existir, portanto faça um favor a você e ao técnico e
não elimine evidências!

Câmbio possui um engate demorado pela manhã.

Quando o veículo fica parado à noite, o fluido proveniente
do conversor de torque retorna até o Carter. Quando se dá a
partida no veículo, demora alguns segundos para o fluido
tornar a encher o conversor. O processo de “reenchimento”
não ocorrerá totalmente até que a alavanca seletora seja
posicionada em qualquer outra posição que não em “PARK”.
Esta ocorrência é normal em uma transmissão equipada com
conversor de torque.
Também, se os coxins do conjunto motor/transmissão
estiverem deteriorados, e a rotação da marcha lenta pela
manhã for ligeiramente superior à rotação normal, haverá um
tranco perceptível quando houver o engate da marcha à ré.
Se estes sintomas ocorrerem após o veiculo ser dirigido por
alguns quilômetros, poderá estar havendo algum outro
problema com a marcha à ré.
Nota: Existem alguns kits de correção desta ocorrência de
trancos nos primeiros engates do dia.

Substituir transmissão automática por uma manual.

Neste assunto, existem várias considerações que devem ser
feitas. É necessário comprar uma transmissão mecânica, todo
o conjunto de embreagem, volante do motor, o sistema de
cabos da embreagem, bem como o sistema de alavanca de
mudanças e console interno.
Teremos provavelmente de modificar o sistema de coxins do
motor e transmissão, possivelmente modificar o eixo cardan
ou semi eixos, adquirir os controles eletrônicos, tais como
o sensor do velocímetro e outros sensores que o carro
automático tenha e alimente o computador da injeção com
informações, bem como um módulo de injeção e chicote
diferentes.
Considerando toda a mão de obra e peças envolvidas,
percebemos que esta não é uma decisão muito sábia. Seria
melhor vender o veículo atual e comprar outro já mecânico
de fábrica, configurado da maneira que você deseja. Este é
melhor conselho que poderíamos dar!